Quarta, 15 de Abril de 2026
20°C 30°C
Florianópolis, SC
Publicidade
Anúncio

Fraude na previdência em SC é revelada pela PF e gera bloqueio de R$ 365 milhões

Entidade de previdência complementar é alvo de investigação por lavagem de dinheiro, corrupção e crimes financeiros; mais de 30 imóveis foram bloqueados pela Polícia Federal

08/04/2026 às 19h27 Atualizada em 08/04/2026 às 19h37
Por: Redação Fonte: nd+
Compartilhe:
Operação bloqueia R$ 365 milhões e mais de 30 imóveis em esquema de fraude na previdência Foto: Divulgação/PF/ND Mais
Operação bloqueia R$ 365 milhões e mais de 30 imóveis em esquema de fraude na previdência Foto: Divulgação/PF/ND Mais

A Polícia Federal bloqueou cerca de R$ 365 milhões e mais de 30 imóveis envolvidos em um esquema de fraude na previdência em Santa Catarina. As ações foram realizadas na manhã desta quarta-feira (8).

 

Participe do grupo de  Whatssapp e Instagram receba as principais notícias.

O esquema ocorria em uma entidade de previdência complementar ligada a uma sociedade de economia mista catarinense e envolveria crimes financeiros, lavagem de dinheiro e corrupção. O principal alvo é um ex-diretor financeiro, apontado como integrante do núcleo responsável pelas fraudes.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados aos investigados. A Polícia Federal aponta que os imóveis seriam usados para ocultar dinheiro de origem ilícita.

Como funcionava o esquema de fraude na previdência em SC

Segundo a Polícia Federal, os recursos da previdência teriam sido direcionados a investimentos de alto risco e sem garantia econômica, muitos deles considerados posteriormente irrecuperáveis. A prática teria causado prejuízos significativos aos cofres da entidade.

As investigações indicam que o objetivo era gerar vantagens financeiras indevidas. Em seguida, os valores seriam ocultados por meio de empresas registradas em nome de “laranjas”.


Recursos da previdência eram destinados a investimento de alto risco e sem garantia de retornoFoto: Divulgação/PF/ND Mais

Essas empresas teriam sido usadas para comprar e administrar imóveis incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. Em alguns casos, as aquisições teriam sido feitas sem registro formal de pagamento, reforçando os indícios de lavagem de dinheiro.

A operação foi nomeada Sem Lastro e, com a investigação, a Polícia Federal busca interromper o fluxo de recursos ilegais e garantir a recuperação dos valores desviados.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários